Sintomas da perimenopausa: quando buscar uma ginecologista?

6 de janeiro de 2026

Os sintomas da perimenopausa costumam surgir de forma gradual e, muitas vezes, inesperada. 

Mudanças no ciclo menstrual, ondas de calor, alterações de humor e dificuldades para dormir podem transformar o dia a dia e gerar dúvidas sobre o que é ou não normal. 


Embora esta seja uma fase natural da vida reprodutiva, é fundamental entender quando esses sinais exigem avaliação profissional. 


Quanto mais cedo a mulher busca orientação, maior a possibilidade de viver essa transição com equilíbrio, segurança e qualidade de vida.


A seguir, falamos mais sobre os principais sintomas da perimenopausa, quando procurar uma ginecologista e quais são as opções de tratamento disponíveis.


O que é a perimenopausa e por que os sintomas acontecem?


A perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa. Ela pode começar por volta dos 40 anos, mas algumas mulheres apresentam sinais já no final dos 30. 


Esse processo ocorre devido às flutuações nos hormônios ovarianos, principalmente estrogênio e progesterona, que passam a ser produzidos de maneira irregular.


Essas mudanças hormonais podem gerar sintomas que variam bastante: algumas mulheres têm apenas desconfortos leves, enquanto outras apresentam manifestações intensas e impactantes.


Independentemente do perfil, compreender essas alterações ajuda a identificar o momento certo de buscar ajuda médica.


Principais sintomas da perimenopausa


Embora cada organismo responda de forma única, existem sinais muito comuns durante essa fase. Entre eles:


Alterações no ciclo menstrual


As flutuações hormonais tornam o ciclo imprevisível. É comum observar:


  • Ciclos mais curtos ou mais longos;
  • Menstruações intensas ou muito leves;
  • Intervalos irregulares;
  • Meses sem menstruar.

Essas mudanças podem causar preocupação, especialmente quando associadas a sangramentos inesperados.


Ondas de calor e suores noturnos


Os fogachos são um dos sintomas mais característicos.


Eles podem ocorrer durante o dia ou despertar a mulher durante a madrugada, prejudicando o descanso.


Distúrbios do sono


Além dos suores noturnos, muitas mulheres relatam dificuldade para iniciar o sono, acordar diversas vezes ou ter um sono menos reparador.


4. Alterações de humor


Oscilações emocionais podem surgir mesmo em mulheres que nunca tiveram sintomas semelhantes antes.


Entre os mais comuns:


  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Tristeza persistente;
  • Dificuldade de concentração.

Secura vaginal e desconforto sexual


A queda do estrogênio leva ao afinamento da mucosa vaginal, causando secura, coceira e dor durante a relação sexual.


Redução da libido


A combinação de mudanças hormonais, desconforto físico e piora da qualidade do sono pode afetar significativamente o desejo sexual.


Cansaço excessivo e dificuldade cognitiva


Fadiga, lapsos de memória e sensação de “mente confusa” também são relatados com frequência.



Quando buscar ajuda médica?


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Apesar de natural, a perimenopausa não deve ser enfrentada sem acompanhamento. 


A avaliação é importante para confirmar o diagnóstico, excluir outras doenças e orientar o melhor manejo dos sintomas.


Você deve procurar uma ginecologista se:


Os sintomas prejudicam sua qualidade de vida


Quando ondas de calor, ansiedade, irritabilidade ou alterações menstruais começam a comprometer rotina, produtividade ou bem-estar emocional, é hora de buscar ajuda.


O sangramento vaginal é intenso ou irregular


Sinais de alerta incluem sangramentos muito volumosos, menstruação que acontece a cada duas ou três semanas, manchas frequentes entre os ciclos.


Há dúvida sobre tratamentos disponíveis


Uma ginecologista experiente pode orientar sobre reposição hormonal, terapias alternativas e ajustes no estilo de vida para aliviar os sintomas.


Como aliviar os sintomas da perimenopausa?


O tratamento deve ser individualizado, levando em consideração a intensidade dos sintomas, o histórico pessoal e familiar, e as expectativas da paciente.


Atualmente, existem diversas opções de tratamento para restabelecer a qualidade de vida da mulher.


Mudanças no estilo de vida 


Representam um pilar essencial no manejo da perimenopausa, e muitas vezes são o primeiro passo no cuidado. 


Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, proteínas de boa qualidade, frutas, verduras e gorduras saudáveis, contribui para regular o metabolismo, controlar o peso e reduzir inflamações. 


A prática regular de atividade física traz múltiplos benefícios: melhora a disposição, fortalece os ossos, reduz o estresse e ajuda no controle de sintomas vasomotores. 


Da mesma forma, reduzir o consumo de álcool e melhorar a higiene do sono pode transformar a qualidade de vida durante essa fase. 


Técnicas de manejo do estresse, como meditação, mindfulness ou psicoterapia, também são fortes aliadas, já que o bem-estar emocional influencia diretamente a percepção e a intensidade dos sintomas hormonais.


Terapia hormonal


Uma das abordagens mais utilizadas é a terapia hormonal, que pode ser muito eficaz para mulheres que apresentam ondas de calor intensas, alterações de humor importantes, distúrbios do sono e secura vaginal significativa. 


A reposição pode ser feita de diferentes formas, e a escolha depende tanto da indicação médica quanto das características de cada organismo.


A via oral, por exemplo, é bastante comum. Os comprimidos são de uso simples e têm boa absorção, mas passam pelo metabolismo do fígado, o que pode aumentar discretamente o risco de trombose em mulheres predispostas. 


Por essa razão, nem todas as pacientes são candidatas ideais a esse formato, especialmente aquelas com histórico familiar de doenças cardiovasculares. 


Já a via transdérmica, que inclui adesivos, géis e cremes aplicados na pele, oferece uma alternativa igualmente eficaz, porém com menor impacto metabólico. 


Como não passam pelo fígado antes de entrar na circulação, esses métodos tendem a ser mais seguros para mulheres com fatores de risco, além de proporcionarem níveis hormonais mais estáveis ao longo do dia.


Opções não hormonais


Para mulheres que não podem utilizar hormônios, seja por contraindicações médicas, histórico de câncer hormônio-dependente, trombose ou preferência pessoal, existem opções não hormonais que também promovem alívio significativo. 


Em alguns casos, pequenas doses de antidepressivos podem ajudar a reduzir ondas de calor e melhorar o humor.


Há também medicamentos moduladores dos receptores de estrogênio, que agem de forma seletiva em determinados tecidos, aliviando sintomas sem promover os mesmos efeitos sistêmicos dos hormônios.


Além disso, algumas pacientes se beneficiam do uso de fitoterápicos e suplementos específicos, que podem auxiliar no equilíbrio emocional, na qualidade do sono e até na redução da frequência dos fogachos. 


Mesmo sendo alternativas mais naturais, é fundamental que seu uso seja orientado por uma ginecologista, garantindo segurança e eficácia.


Essas medidas, somadas ou combinadas de acordo com a necessidade de cada mulher, impactam não apenas o controle dos sintomas da perimenopausa, mas também promovem saúde metabólica, cardiovascular e emocional, oferecendo mais equilíbrio durante essa fase de transição.


Como a Dra. Camila Poccetti auxilia no tratamento da perimenopausa?


O diagnóstico correto e o acompanhamento contínuo ajudam a garantir que a mulher transite pela perimenopausa com segurança, acolhimento e melhores resultados no tratamento. 


Ignorar os sintomas ou tentar lidar sozinha com mudanças tão significativas pode prolongar o desconforto e aumentar o risco de problemas futuros.


A Dra. Camila Poccetti é ginecologista com ampla experiência no acompanhamento de mulheres na perimenopausa e menopausa. 


Com uma abordagem atualizada, cuidadosa e individualizada, ela avalia cada caso de forma completa, identifica as melhores estratégias de tratamento e acompanha de perto todas as etapas dessa transição.


Se você está enfrentando sintomas que afetam sua rotina, sente-se insegura sobre o que é normal ou quer entender melhor suas opções terapêuticas, buscar o cuidado especializado faz toda a diferença.



Agendar uma consulta é um passo importante para atravessar essa fase com mais saúde, conforto e bem-estar!



Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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