Videolaparoscopia ginecológica: benefícios, indicações e recuperação

10 de março de 2026

A videolaparoscopia ginecológica é uma das técnicas mais importantes e avançadas da ginecologia moderna, permitindo tanto o diagnóstico preciso quanto o tratamento de diversas doenças ginecológicas, de forma minimamente invasiva. 

Ao aliar tecnologia, segurança e recuperação mais rápida, esse procedimento representa um grande avanço no cuidado com a saúde da mulher.


Ao longo deste artigo, você vai entender o que é a videolaparoscopia ginecológica, quando ela é indicada, quais doenças podemos diagnosticar e tratar por meio dessa técnica, seus principais benefícios e a importância da avaliação especializada.


O que é videolaparoscopia ginecológica?


A videolaparoscopia ginecológica é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que permite visualizar diretamente os órgãos da cavidade abdominal e pélvica, como útero, ovários, trompas e peritônio, por meio de uma microcâmera de alta definição.


O procedimento é realizado através de pequenas incisões no abdômen, geralmente próximas ao umbigo, por onde são introduzidos o laparoscópio (câmera) e instrumentos cirúrgicos delicados. As imagens captadas são transmitidas em tempo real para um monitor, permitindo uma avaliação detalhada das estruturas internas.


É importante destacar que a videolaparoscopia ginecológica pode ser utilizada tanto com finalidade diagnóstica quanto terapêutica, ou seja, além de identificar doenças, muitas vezes é possível tratá-las no mesmo ato cirúrgico.


Videolaparoscopia diagnóstica e terapêutica: qual a diferença?


A videolaparoscopia ginecológica é um procedimento extremamente versátil, que pode ser utilizada tanto para esclarecer diagnósticos quanto para tratar doenças ginecológicas já identificadas.

 

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, sua indicação não se limita apenas à investigação de sintomas, podendo também ser uma abordagem terapêutica completa, muitas vezes realizada no mesmo ato cirúrgico.


Videolaparoscopia diagnóstica 


Indicada quando exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, não conseguem esclarecer a causa dos sintomas.

Permite identificar com precisão condições como endometriose, aderências, inflamações, alterações anatômicas e outras patologias.

Videolaparoscopia terapêutica 


Além do diagnóstico, possibilita o tratamento cirúrgico da doença identificada, como retirada de focos de endometriose, remoção de cistos ovarianos, liberação de aderências, tratamento de gravidez ectópica, entre outros.


Em muitos casos, diagnóstico e tratamento acontecem no mesmo procedimento, evitando novas cirurgias.


Como a videolaparoscopia ginecológica é realizada? O procedimento é doloroso?


A videolaparoscopia ginecológica é realizada sob anestesia geral, garantindo conforto e segurança à paciente. Após a anestesia, são feitas pequenas incisões no abdômen para a introdução da câmera e dos instrumentos.


Para facilitar a visualização, o abdômen é insuflado com gás carbônico (CO₂), criando espaço entre os órgãos. 


O tempo de duração do procedimento pode variar entre 30 minutos e 2 horas, dependendo da complexidade do caso e se haverá apenas investigação ou também tratamento cirúrgico.


Durante o procedimento, a paciente não sente dor. No pós-operatório, é comum apresentar desconforto leve a moderado, principalmente nas áreas das incisões e, eventualmente, dor no ombro, causada pela irritação do diafragma pelo gás CO₂. 


Esses sintomas são temporários e controlados com medicação adequada.


Quais são os principais benefícios da videolaparoscopia ginecológica?


A videolaparoscopia oferece uma série de vantagens em comparação à cirurgia aberta tradicional, como:


  • Menor agressão ao organismo;
  • Incisões pequenas e cicatrizes discretas;
  • Menor risco de infecção;
  • Menor sangramento intraoperatório;
  • Recuperação mais rápida;
  • Menor dor no pós-operatório;
  • Retorno mais precoce às atividades diárias;
  • Melhor visualização das estruturas internas.

Além disso, a alta precisão da técnica contribui para diagnósticos mais assertivos e tratamentos mais eficazes.


Em quais situações a videolaparoscopia ginecológica é indicada?


A videolaparoscopia ginecológica pode ser indicada em diversas situações, entre elas:


  • Endometriose (diagnóstico e tratamento);
  • Cistos ovarianos;
  • Miomas uterinos selecionados;
  • Aderências pélvicas (síndrome aderencial);
  • Gravidez ectópica;
  • Infertilidade sem causa esclarecida;
  • Tumores ginecológicos selecionados;
  • Alterações anatômicas do útero, trompas ou ovários.

Apesar de ser minimamente invasiva, trata-se de um procedimento cirúrgico e geralmente é indicada quando métodos não invasivos não foram suficientes ou quando já se planeja uma abordagem terapêutica.


Como deve ser o preparo para a videolaparoscopia ginecológica?


O preparo inclui a realização de exames pré-operatórios, como hemograma, exames cardiológicos e avaliação anestésica. 


Em alguns casos, pode ser indicado preparo intestinal, além de jejum de cerca de 8 horas para alimentos sólidos.


Medicamentos de uso contínuo devem ser informados à médica, que orientará sobre possíveis ajustes antes da cirurgia.


Cada paciente receberá as instruções necessárias conforme seu quadro de saúde e acompanhamento médico. 


Como é a recuperação após a videolaparoscopia ginecológica?


A recuperação após a videolaparoscopia ginecológica costuma ser mais rápida e confortável quando comparada à cirurgia aberta, justamente por se tratar de um procedimento minimamente invasivo. Ainda assim, é importante compreender que se trata de uma cirurgia e que o organismo necessita de um período adequado para cicatrização e adaptação.


Na maioria dos casos, a alta hospitalar ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte, dependendo da complexidade do procedimento realizado (diagnóstico ou terapêutico) e da evolução clínica da paciente nas primeiras horas após a cirurgia.


Primeiros dias após o procedimento


Nos primeiros dias, é comum a paciente apresentar:

  • Dor leve a moderada nas regiões das incisões;
  • Sensação de distensão abdominal;
  • Desconforto ou dor no ombro, causada pela absorção do gás carbônico (CO₂) utilizado durante a cirurgia;
  • Cansaço e leve indisposição.

Esses sintomas são esperados, temporários e geralmente controlados com analgésicos prescritos.


Caso a dor seja intensa, persistente ou associada a febre, sangramento excessivo ou secreção nas incisões, é fundamental procurar avaliação médica.


Cuidados com as incisões


As incisões são pequenas, mas exigem cuidados específicos:


  • Manter a região limpa e seca;
  • Seguir corretamente as orientações para troca de curativos, quando indicados;
  • Evitar banhos de imersão (banheira, piscina ou mar) até liberação médica;
  • Observar sinais de infecção, como vermelhidão intensa, calor local, dor progressiva ou secreção.


Retorno às atividades


Atividades leves do dia a dia, como caminhar dentro de casa e realizar tarefas simples, costumam ser liberadas entre 3 e 7 dias após o procedimento, conforme a evolução da paciente.


Já atividades que exigem maior esforço físico, como exercícios intensos, levantamento de peso e práticas esportivas, devem ser retomadas de forma gradual e apenas após liberação médica, geralmente após algumas semanas, dependendo do tipo de cirurgia realizada.


O retorno às relações sexuais também deve aguardar orientação específica da ginecologista, especialmente nos casos em que houve intervenção terapêutica na pelve.


Acompanhamento médico


O acompanhamento pós-operatório é uma etapa essencial do tratamento. As consultas de retorno permitem avaliar a cicatrização, discutir os achados cirúrgicos, orientar sobre o tratamento complementar, quando necessário, e garantir uma recuperação segura e completa.


Seguir corretamente todas as recomendações médicas e respeitar o tempo de recuperação do corpo são atitudes fundamentais para reduzir riscos, evitar complicações e alcançar os melhores resultados após a videolaparoscopia ginecológica.


Conte com a ginecologista para avaliação e tratamento


A videolaparoscopia ginecológica é uma técnica moderna, segura e altamente eficaz, que permite investigar e tratar diversas condições ginecológicas com menor impacto ao organismo e recuperação mais rápida, representando um grande avanço no cuidado com a saúde feminina.


A Dra. Camila Poccetti é ginecologista com atuação especializada na saúde da mulher, oferecendo avaliação criteriosa e abordagem individualizada para cada paciente. 


Com experiência em procedimentos minimamente invasivos, como a videolaparoscopia ginecológica, atua tanto no diagnóstico quanto no tratamento das principais doenças ginecológicas, sempre priorizando segurança, precisão e bem-estar.


Se você apresenta dor pélvica, sintomas persistentes ou dúvidas sobre a indicação da videolaparoscopia, agende uma consulta!


Um acompanhamento especializado é fundamental para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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