Cirurgia para prolapso vaginal: técnicas e recuperação

3 de março de 2026

A cirurgia para prolapso vaginal é indicada quando o enfraquecimento das estruturas de sustentação da pelve passa a comprometer de forma significativa a qualidade de vida da mulher, gerando sintomas físicos, funcionais e emocionais que não melhoram com medidas conservadoras. 

Nesses casos, a correção cirúrgica tem como objetivo restabelecer o posicionamento adequado dos órgãos pélvicos, aliviar os desconfortos e promover mais segurança, conforto e bem-estar no dia a dia.


O prolapso vaginal impacta diretamente a rotina feminina, podendo causar sensação de peso ou abaulamento vaginal, alterações urinárias e intestinais, além de prejuízos à vida sexual e à autoestima. 


Quando tratamentos como fisioterapia pélvica, uso de pessário ou ajustes de hábitos já não são suficientes para controlar os sintomas, a cirurgia passa a ser uma alternativa eficaz e bem indicada.


Com os avanços da medicina, atualmente existem diferentes técnicas cirúrgicas para o tratamento do prolapso vaginal, permitindo abordagens mais seguras, individualizadas e com tempos de recuperação cada vez mais favoráveis. 


A escolha do método ideal leva em conta o tipo de prolapso, a intensidade dos sintomas, a idade, o estilo de vida e os objetivos da paciente.

Entenda melhor neste artigo!


O que é prolapso vaginal?


O prolapso vaginal é uma condição em que os músculos e tecidos do assoalho pélvico, responsáveis por sustentar órgãos como a bexiga, o útero, o reto e a própria vagina, enfraquecem ou se esticam.


Essa fragilidade das estruturas de sustentação faz com que as paredes da vagina, ou os órgãos que ela mantém apoiados, se desloquem de sua posição normal, podendo protruir para dentro ou para fora do canal vaginal.


Como consequência, a mulher pode perceber sensação de pressão ou peso na pelve, além da presença de um abaulamento, frequentemente descrito como uma “massa” ou “bola” na região íntima.


De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) a prevalência do prolapso genital é relativamente comum.


As estimativas apontam que cerca de 21,7 % das mulheres brasileiras entre 18 e 83 anos apresentaram prolapso genital em estudos populacionais, com essa proporção chegando até 30 % em mulheres com idade superior (50–89 anos). 


Além disso, outros trabalhos indicam que sintomas de prolapsos podem ser percebidos em cerca de metade das mulheres que passam por exame físico ginecológico, mesmo que nem todas relatem sintomas no dia a dia. 


Quer mais informações sobre o prolapso genital? Confira esse artigo completo em nosso blog!


Como identificar os sintomas dessa condição?


Os sintomas do prolapso vaginal variam conforme o tipo e o grau da descida dos órgãos pélvicos. 


Para identificar essa situação, a mulher precisa estar atenta aos seguintes sinais:


  • Sensação de peso, pressão ou “empurrão” na região pélvica, que costuma piorar ao longo do dia ou após ficar muito tempo em pé;
  • Percepção de uma protuberância ou “bola” na vagina, que pode ser visível ou palpável;
  • Desconforto ou dor durante a relação sexual, podendo afetar a vida íntima;
  • Dificuldade para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga ou necessidade de fazer força para urinar;
  • Incontinência urinária ou aumento da frequência e urgência para urinar;
  • Alterações intestinais, como dificuldade para evacuar ou necessidade de pressionar a vagina para facilitar a saída das fezes;
  • Desconforto ao caminhar, sentar ou realizar atividades físicas;
  • Sensação de que algo está “caindo” pela vagina, especialmente em casos mais avançados.


A cirurgia é sempre a única opção ou existem tratamentos conservadores antes dela?


Na maioria dos casos, especialmente quando o prolapso é leve ou moderado e os sintomas ainda são controláveis, existem tratamentos conservadores que podemos tentar antes de qualquer cirurgia. 


Entre as opções conservadoras, a fisioterapia pélvica tem papel central.


Ela fortalece a musculatura de sustentação dos órgãos pélvicos, podendo reduzir sintomas como sensação de peso, desconforto vaginal e perdas urinárias associadas. 



Também costumamos indicar o uso do pessário vaginal, especialmente para mulheres que desejam evitar ou adiar a cirurgia, não podem se submeter a um procedimento cirúrgico ou ainda planejam futuras gestações. 


Além disso, medidas como controle do peso, tratamento da constipação crônica, orientação para evitar esforços repetitivos e, em mulheres na menopausa, o uso de estrogênio vaginal podem contribuir para a melhora dos sintomas.


Quando passamos a indicar a cirurgia para o prolapso vaginal?


Passamos a indicar a cirurgia quando os sintomas se tornam persistentes, impactando consideravelmente a qualidade de vida da mulher.


Assim, a indicação cirúrgica é considerada principalmente quando:


  • Há sensação intensa de peso ou pressão pélvica;
  • Exteriorização do prolapso pela vagina;
  • Dificuldades importantes para urinar ou evacuar;
  • Infecções urinárias recorrentes associadas;
  • Prolapso ou dor e desconforto durante as relações sexuais.


Além disso, podemos recomendar a cirurgia quando o prolapso progride mesmo com medidas como fisioterapia pélvica ou uso de pessário vaginal, ou quando a mulher não se adapta a esses tratamentos. 


Para essa decisão, levaremos em conta fatores como idade, estado geral de saúde, desejo de manter a atividade sexual, planos reprodutivos e o tipo e grau do prolapso. 


Quais são as principais técnicas cirúrgicas para correção do prolapso vaginal?


Entre as técnicas atualmente disponíveis para correção do prolapso vaginal, destacamos:


Colporrafia anterior e posterior


Procedimentos realizados pela via vaginal para reforçar as paredes vaginais que se tornaram frouxas, aproximando os tecidos naturais para dar suporte.


Usamos frequentemente em prolapso de parede anterior (cistocele) ou posterior (retocele). 


Sacrocolpopexia


Abordagem que pode ser feita por via aberta, laparoscópica ou robótica, na qual a parte superior da vagina ou o colo uterino é suspenso e fixado ao sacro com uso de suturas ou telas.


Assim, proporcionamos suporte duradouro e menos chance de recorrência em prolapsos apicais. 


Sacroespinofixação 


Técnica vaginal que fixa a parede vaginal superior ao ligamento sacroespinhoso, usada para apoiar a vagina sem abordagem abdominal, indicada especialmente quando se deseja evitar cirurgias mais invasivas. 


Suspensão dos ligamentos útero-sacros


Reforçamos os ligamentos naturais do assoalho pélvico para sustentar a vagina ou útero, sendo uma opção com resultados anátomo-funcionais semelhantes às fixações sacroespinosas. 


Uso de telas ou enxertos 


Em algumas cirurgias, podemos utilizar telas sintéticas ou biológicas para reforçar a parede vaginal nas reparações.


Contudo, o uso de telas transvaginais precisa ser avaliado caso a caso devido ao risco de complicações como erosão e infecção. 


Como é o pós-operatório? Quando a paciente pode retomar as atividades do dia a dia e a vida sexual?


Nas primeiras horas ou dias após o procedimento, a paciente permanece em observação hospitalar.


Dor leve a moderada, sensação de pressão na região pélvica, pequeno sangramento vaginal e desconforto ao urinar podem ocorrer.


Orientamos o controle da dor com analgésicos prescritos, uma boa hidratação, alimentação rica em fibras para evitar constipação e recomendamos não realizar esforços nos primeiros dias. 


Quanto ao tempo de recuperação, a maioria das pacientes apresenta melhora progressiva ao longo das primeiras semanas, com retorno às atividades leves do dia a dia em cerca de duas a quatro semanas. 


Atividades mais pesadas, exercícios de impacto, levantamento de peso e a retomada da vida sexual, geralmente, só liberamos após seis a oito semanas.


Esse período corresponde ao tempo médio de cicatrização dos tecidos pélvicos.


A Dra. Camila Poccetti pode te ajudar no tratamento do prolapso vaginal


Lembramos que o acompanhamento com a uroginecologista é essencial tanto antes quanto após a cirurgia.


É essa especialista que avalia com precisão o grau do prolapso, indica a técnica mais adequada para cada caso e orienta sobre alternativas conservadoras quando elas ainda são possíveis. 


No pré-operatório, esse cuidado garante um planejamento individualizado, maior segurança e melhores resultados. 


Já no pós-operatório, o seguimento próximo é essencial para acompanhar a cicatrização, prevenir complicações, orientar o retorno gradual às atividades e preservar a saúde do assoalho pélvico a longo prazo. 


Então, se você busca um tratamento seguro, personalizado e focado na sua qualidade de vida, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.



Receba a orientação adequada em todas as etapas do cuidado!


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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