Secura vaginal na menopausa: causas e terapias modernas

24 de fevereiro de 2026

Em busca de tratamento para secura vaginal na menopausa?

Durante a menopausa, o corpo da mulher passa por mudanças hormonais importantes que podem refletir diretamente na saúde íntima.


A redução dos níveis de estrogênio afeta a lubrificação, a elasticidade e o equilíbrio da mucosa vaginal, favorecendo o surgimento da secura vaginal.


Esse é um sintoma recorrente, mas que não deve ser encarado como algo “normal” ou sem solução.


Mais do que um simples desconforto, a secura vaginal pode impactar a vida sexual, a autoestima e o bem-estar diário, causando ardor, irritação e dor nas relações.


Felizmente, hoje existem terapias personalizadas que ajudam a aliviar os incômodos e devolver conforto nessa fase.


O que é a secura vaginal e por que ela se torna mais comum durante a menopausa?


A secura vaginal caracteriza-se pela diminuição da lubrificação natural da vagina, tornando a mucosa mais fina, menos elástica e mais sensível.


Ela ocorre, principalmente, por alterações no tecido vaginal, que perde hidratação e proteção, podendo causar desconforto, ardor, coceira e dor durante a relação sexual.


Durante a menopausa, essa condição se torna mais comum porque há uma queda progressiva dos níveis de estrogênio, hormônio fundamental para manter a saúde da mucosa vaginal.


O estrogênio estimula a produção de secreção vaginal, preserva a espessura do epitélio, favorece a circulação sanguínea local e mantém o pH vaginal equilibrado.


Com a redução hormonal típica do climatério e da menopausa, essas funções ficam comprometidas, levando ao ressecamento e às alterações conhecidas como síndrome geniturinária da menopausa.


Esse é um processo fisiológico, mas que não deve ser normalizado, já que existem tratamentos para aliviar os sintomas e restaurar o bem-estar íntimo da mulher.


Essa pesquisa com 749 mulheres brasileiras de 45 a 60 anos mostrou que 51,4 % apresentaram sintomas da síndrome geniturinária da menopausa, grupo de sintomas que incluem secura vaginal diária (25,1 %) e secura durante a relação sexual (24 %).


Quais sintomas costumam acompanhar a secura vaginal nessa fase da vida?


Durante a menopausa, a secura vaginal costuma vir acompanhada de outros sintomas relacionados às alterações hormonais e à saúde da mucosa vaginal.


Os incômodos mais frequentes incluem:


  • Sensação de ressecamento ou falta de lubrificação vaginal, que pode estar presente mesmo fora das relações sexuais;
  • Ardor, queimação ou irritação na região íntima;
  • Coceira vaginal ou vulvar;
  • Dor ou desconforto durante a relação sexual (dispareunia);
  • Pequenos sangramentos após a relação, causados pela maior fragilidade da mucosa vaginal;
  • Sensação de pressão ou desconforto vaginal no dia a dia;
  • Maior predisposição a infecções vaginais e urinárias recorrentes;
  • Alterações urinárias associadas, como urgência para urinar, ardor ao urinar ou aumento da frequência urinária.


Quando a secura vaginal deixa de ser um desconforto passageiro e passa a exigir avaliação da ginecologista?


A secura vaginal deixa de ser apenas um desconforto passageiro e passa a exigir investigação quando se torna persistente, progressiva ou começa a impactar a qualidade de vida da mulher.


Sintomas que duram semanas ou meses, não melhoram espontaneamente e tendem a se agravar com o tempo não devem ser considerados “normais” da idade.


Quando o ressecamento vem acompanhado de dor durante a relação sexual, ardor, queimação, coceira frequente, pequenos sangramentos após o contato íntimo ou infecções urinárias e vaginais recorrentes, a avaliação ginecológica torna-se indispensável.


Além disso, dificuldades para manter a vida sexual ativa, alterações urinárias associadas, como urgência ou ardor ao urinar, e impacto emocional, como desconforto, constrangimento ou queda da autoestima, são sinais claros de que o quadro precisa ser investigado.


Como realizamos o diagnóstico e quais critérios consideramos na consulta?


O diagnóstico da secura vaginal na menopausa é feito, na maioria das vezes, de forma clínica, durante a consulta ginecológica.


Escutamos as queixas da paciente e avaliamos os sintomas relatados, como sensação de ressecamento, ardor, coceira, dor durante a relação sexual e alterações urinárias associadas.


Também consideramos o histórico hormonal da mulher, a fase do climatério ou da menopausa em que ela se encontra, o uso ou não de terapia hormonal, além de fatores como a amamentação prévia, tratamentos oncológicos, uso de determinados medicamentos e presença de doenças associadas.


Durante o exame ginecológico, é possível observar sinais característicos da atrofia vaginal, como afinamento da mucosa, diminuição da lubrificação, palidez, fragilidade dos tecidos e, em alguns casos, pequenas fissuras.


Exames complementares geralmente não são necessários, mas podemos solicitar em certas situações para descartar infecções, doenças dermatológicas ou outras condições que causem sintomas semelhantes.


Quais são as principais terapias disponíveis atualmente para o tratamento da secura vaginal?


O tratamento da secura vaginal na menopausa pode envolver várias abordagens.



As terapias convencionais incluem o uso de lubrificantes e hidratantes vaginais, que aliviam o desconforto imediato e ajudam a melhorar a lubrificação natural da mucosa.


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Quando os sintomas são moderados a graves, a terapia de estrogênio vaginal em baixas doses é considerada o padrão-ouro.


Isso porque, ela atua diretamente no tecido vaginal, melhorando a espessura, a elasticidade e reduzindo a secura e a dor durante a relação sexual.


Além disso, podemos considerar o uso do laser vaginal.


Essa é uma das terapias modernas que podemos considerar no manejo da secura e da atrofia vaginal, especialmente em mulheres na menopausa ou com sintomas persistentes de ressecamento íntimo.


Nesse procedimento, utilizamos energia controlada para estimular o tecido vaginal.


Assim, ele penetra nas camadas superficiais para incentivar a produção de colágeno, melhorar a circulação sanguínea local e aumentar a lubrificação natural da mucosa.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre o laser vaginal, acesse para saber mais!


Por que o acompanhamento da ginecologista é essencial para escolher o melhor tratamento?


O acompanhamento da ginecologista é essencial para definir o melhor tratamento para a secura vaginal porque essa condição pode ter diferentes causas, intensidades e impactos na saúde da mulher.


Escolhemos o tratamento após uma avaliação clínica cuidadosa, que leva em conta os sintomas apresentados, o histórico hormonal, a presença de doenças associadas, o uso de medicamentos, contraindicações ao uso de hormônios e as expectativas da paciente.


Somente a especialista pode diferenciar a secura vaginal de outras condições com sintomas semelhantes, indicar exames quando necessário e orientar sobre as opções mais seguras.


Além disso, o acompanhamento contínuo permite avaliar a resposta ao tratamento, ajustar condutas ao longo do tempo e prevenir complicações.


Por isso, se você apresenta sintomas de secura vaginal ou deseja conhecer as terapias mais adequadas para o seu caso, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.



Tire todas as suas dúvidas e receba uma avaliação especializada e personalizada!

 


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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