Anticoncepcional sem hormônio: conheça as opções!

30 de dezembro de 2025

Quer conhecer as opções de anticoncepcional sem hormônio?

Escolher um método contraceptivo é uma decisão íntima e que deve considerar o corpo, a rotina e as prioridades de cada mulher. 


Para quem busca alternativas que não interfiram nos hormônios naturais, os anticoncepcionais sem hormônio surgem como excelentes opções e são cada vez mais procurados. 


Eles funcionam de formas diferentes, seja criando uma barreira física, alterando o ambiente do útero ou ajudando a identificar os períodos férteis, sempre respeitando o ciclo natural.

 

Conhecer essas possibilidades é o primeiro passo para entender qual delas combina melhor com o seu estilo de vida e suas necessidades.


Entenda melhor neste artigo!


O que são métodos contraceptivos sem hormônios e como eles funcionam?


Os métodos contraceptivos sem hormônios são alternativas utilizadas para prevenir a gravidez sem interferir diretamente no ciclo menstrual por meio de substâncias hormonais. 


Eles atuam de formas diferentes dependendo do método escolhido, podendo criar uma barreira física que impede o encontro entre óvulo e espermatozoide ou alterar o ambiente do útero, tornando-o desfavorável para a fecundação.


Segundo diretrizes de entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), esses métodos são eficazes quando usados corretamente e podem ser uma excelente opção para mulheres que não desejam ou não podem utilizar anticoncepcionais hormonais devido a efeitos colaterais, contraindicações clínicas ou preferência pessoal. 


Além de oferecerem controle reprodutivo seguro, muitos deles não afetam o ciclo natural da mulher, o que pode ser interessante para quem busca uma rotina mais alinhada ao próprio corpo.


Anticoncepcional sem hormônio: quais são os principais e como eles funcionam?


Confira abaixo as principais opções e como cada uma funciona na prática:


DIU de cobre ou prata


É um pequeno dispositivo colocado dentro do útero que pode permanecer por cinco a dez anos. 


Ele funciona liberando íons de cobre, que tornam o ambiente uterino hostil aos espermatozoides, reduzindo sua motilidade e impedindo que eles alcancem o óvulo. 


Além disso, provoca uma leve reação inflamatória local que dificulta a fecundação. 


Quer entender as diferenças entre o Diu hormonal e não hormonal? Confira esse artigo em nosso site!


Preservativo masculino


O preservativo masculino atua como uma barreira física que impede o esperma de entrar na vagina. 


Deve ser colocado antes de qualquer contato genital para garantir sua eficácia. 


Além de prevenir a gravidez, é o único método que oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.


Preservativo feminino


O preservativo feminino é um tubo flexível de poliuretano ou nitrilo que reveste o interior da vagina e impede o contato entre o esperma e o colo do útero. 


Ele também oferece proteção contra ISTs e pode ser inserido antes da relação sexual, permitindo mais autonomia e planejamento para a mulher.


Diafragma


O diafragma é um anel flexível de silicone que cobre o colo do útero e funciona como barreira física. 


Para aumentar a eficácia, deve ser utilizado em conjunto com um espermicida. 


É inserido antes da relação e permanece por algumas horas após o término.


Métodos de percepção da fertilidade


Os métodos de percepção da fertilidade incluem técnicas como tabelinha, avaliação do muco cervical (método Billings), temperatura basal e o uso de aplicativos de monitoramento do ciclo. 


Eles funcionam por meio da identificação dos dias férteis, evitando relações nesses períodos. 


Sua eficácia depende de grande disciplina, acompanhamento diário e orientação da especialista.


Quais são as principais vantagens dos métodos contraceptivos sem hormônios em comparação com os hormonais?


Entre as principais vantagens dos métodos contraceptivos, podemos destacar:


Ausência de efeitos colaterais hormonais


A principal vantagem dos métodos sem hormônios é que eles não interferem no equilíbrio hormonal da mulher.


Assim, evitamos sintomas como ganho de peso, alterações de humor, queda da libido, náuseas ou enxaquecas.


Mantêm o ciclo menstrual natural


Esses métodos preservam o funcionamento espontâneo do ciclo, permitindo que a menstruação aconteça de forma regular e fisiológica, sem pausas artificiais ou sangramentos controlados por hormônios sintéticos.


São opções seguras para mulheres com contraindicações hormonais


Para mulheres com histórico de trombose, enxaqueca com aura, hipertensão não controlada, tabagismo após os 35 anos ou outras condições que tornam o uso de hormônios arriscado, os métodos sem hormônios são alternativas mais seguras.


Boa eficácia quando usados corretamente


Apesar de não conterem hormônios, muitos desses métodos oferecem proteção elevada quando utilizados de forma adequada, como o DIU de cobre e o DIU de prata.


Dessa forma, eles podem atingir eficácia comparável à de métodos hormonais de longa duração.


Longa duração e praticidade em algumas opções


Métodos como o DIU de cobre ou prata podem durar entre 5 e 10 anos, oferecendo proteção contínua sem necessidade de uso diário, lembranças frequentes ou interrupções da rotina.


Não afetam a fertilidade futura


Após interromper o uso, o organismo volta imediatamente ao estado natural, permitindo que a fertilidade seja retomada sem período de espera.



Isso é ideal para mulheres que planejam engravidar no futuro próximo.


diu-beneficios-dra-camila-poccetti-ginecologista-sao-paulo


Quais desvantagens ou limitações esses métodos podem apresentar no dia a dia?


Os métodos contraceptivos sem hormônios também têm algumas limitações que podem influenciar o dia a dia da mulher. 


Em algumas opções, como preservativo masculino, feminino ou diafragma, a principal desvantagem é a necessidade de uso correto em todas as relações.


Isso pode gerar esquecimentos e reduzir a eficácia quando comparados aos métodos de longa duração. 


Já o DIU de cobre ou prata pode causar aumento do fluxo menstrual e das cólicas nos primeiros meses, especialmente em mulheres que já têm tendência a ciclos mais intensos, o que pode ser desconfortável.


Por fim, métodos comportamentais, como o da tabelinha ou temperatura basal, exigem disciplina, atenção diária e não oferecem proteção tão elevada.


Como a escolha do método sem hormônio varia de acordo com cada perfil? Quais avaliações podem ser necessárias para essa decisão?


Não existe um método contraceptivo sem hormônios que seja ideal para todas as mulheres. 


A escolha varia conforme a idade, o histórico de saúde, o desejo de engravidar no futuro, o fluxo menstrual, a tolerância a procedimentos como a colocação de um DIU e o nível de conforto com métodos de barreira ou comportamentais. 


Enquanto algumas mulheres buscam opções de longa duração, outras preferem métodos usados apenas no momento da relação.

Por isso, a decisão deve sempre ser individualizada.


Antes de escolher um método sem hormônio, podemos solicitar avaliações importantes, como uma anamnese completa para entender histórico de trombose, alergias ao látex, padrão menstrual ou presença de dor pélvica.


Além disso, podemos fazer o exame ginecológico para avaliar anatomia do colo e do útero. 


Em alguns casos, a realização de ultrassonografia transvaginal ajuda a verificar posição e características do útero antes de considerar o DIU.

 

Também podemos indicar exames para excluir infecções sexualmente transmissíveis, especialmente quando há risco aumentado, e o papanicolau, caso esteja fora do prazo. 


Quer saber qual o melhor método contraceptivo para cada fase da vida da mulher? Confira esse guia em nosso blog!


Anticoncepcional sem hormônio: qual o papel da ginecologista nesta decisão? 


A escolha de um anticoncepcional sem hormônio exige uma avaliação cuidadosa, porque cada método funciona de maneira diferente e atende necessidades específicas. 


A ginecologista tem um papel fundamental nesse processo, começando pela análise do histórico clínico, do padrão menstrual, de possíveis alergias, do planejamento reprodutivo e até da rotina da paciente.


Além disso, realizamos exames, esclarecemos dúvidas sobre eficácia, efeitos colaterais, benefícios e limitações de cada opção, e orientamos sobre o uso correto para garantir a maior taxa de proteção possível. 


Contar com essas informações evita escolhas inadequadas e reduz riscos, permitindo que a mulher se sinta segura e bem informada. 


Assim sendo, se você deseja entender qual método sem hormônio combina melhor com o seu perfil, marque uma consulta com a especialista em saúde da mulher e receba uma avaliação totalmente personalizada!




Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

Agendar Consulta
Parto normal e incontinência fecal: por que acontece e quais são as opções de tratamento
13 de janeiro de 2026
Precisa de mais informações sobre o Parto normal e Incontinência Fecal? A Dra. Camila Poccetti Ribeiro é Ginecologista em São Paulo e fala sobre o tema!
Sintomas da perimenopausa: quando buscar uma ginecologista?
6 de janeiro de 2026
Quer entender os Sintomas da Perimenopausa e quais os tratamentos disponíveis? A Dra. Camila Poccetti Ribeiro é Ginecologista em São Paulo e explica!
Consulta com a uroginecologista: quando agendar?
23 de dezembro de 2025
Quer saber quando agendar a Consulta Com a Uroginecologista? A Dra. Camila Poccetti Ribeiro é Ginecologista em São Paulo e explica!
Mais conteúdos educativos!