Dor pélvica crônica feminina: investigação e tratamento

7 de julho de 2026

Se você convive com dor pélvica crônica e sente que isso já está afetando sua rotina, saiba que esse sintoma não deve ser ignorado e nem considerado normal.

A dor pélvica crônica pode ter diferentes causas e impactar todos os aspectos da vida da mulher, interferindo no trabalho, nos relacionamentos, na vida sexual e no bem-estar emocional. 


Por trás desse desconforto podem estar condições ginecológicas, intestinais, urinárias ou musculares que precisam ser identificadas corretamente. 


Neste artigo, vamos explicar como essa investigação é feita e quais tratamentos estão disponíveis.


Entender essas questões é o primeiro passo para viver com mais bem-estar!


O que é a dor pélvica crônica? Quando uma dor pélvica passa a ser considerada crônica?


A dor pélvica crônica é uma dor localizada na região inferior do abdômen e da pelve que persiste por um período prolongado. 


Ela pode ter origem ginecológica, urinária, intestinal, musculoesquelética ou até estar relacionada a múltiplos fatores ao mesmo tempo. 


Essa condição pode impactar bastante a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias, no trabalho, nos relacionamentos e na saúde emocional da mulher.


Uma dor pélvica passa a ser considerada crônica quando está presente por seis meses ou mais, de forma contínua ou recorrente. 


Diferentemente de dores ocasionais relacionadas ao ciclo menstrual ou a situações específicas, a dor pélvica crônica tende a persistir ao longo do tempo e nem sempre apresenta uma causa facilmente identificável. 


Quais são as principais causas da dor pélvica crônica feminina? 


A dor pélvica crônica pode ter diversas origens, e muitas vezes mais de uma condição está envolvida ao mesmo tempo, entenda melhor abaixo:


  • Endometriose: uma das causas mais frequentes ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, provocando inflamação, aderências e dores que podem piorar durante a menstruação e as relações sexuais;
  • Adenomiose: condição em que o tecido endometrial invade a musculatura do útero, podendo causar cólicas intensas, sangramento menstrual aumentado e dor pélvica persistente;
  • Aderências pélvicas: cicatrizes internas que podem surgir após cirurgias, infecções ou processos inflamatórios e causar dor ao movimentar órgãos da pelve;
  • Miomas uterinos: dependendo do tamanho e da localização, podem provocar pressão pélvica, desconforto e alterações menstruais;
  • Síndrome da bexiga dolorosa: doença crônica que causa dor na região da bexiga, sensação frequente de urgência urinária e desconforto pélvico;
  • Síndrome do intestino irritável: alterações intestinais como constipação, diarreia, gases e distensão abdominal podem estar associadas à dor pélvica crônica;
  • Disfunções da musculatura do assoalho pélvico: tensão excessiva ou alterações musculares podem gerar dores persistentes na pelve e durante as relações sexuais;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): infecções ginecológicas podem deixar sequelas e causar dor pélvica prolongada mesmo após o tratamento;
  • Fatores emocionais e sensibilização da dor: ansiedade, estresse crônico e condições associadas à dor persistente podem influenciar a intensidade e a manutenção dos sintomas.


Como a dor pélvica crônica costuma se manifestar? Quais sintomas podem acompanhar a dor?


A dor pélvica crônica pode se manifestar de diferentes formas, variando conforme a causa e a intensidade do quadro, e frequentemente vem acompanhada de outros sintomas.


Entre esses outros sinais, estão:


  • Dor constante ou intermitente na região inferior do abdômen e da pelve: pode variar de uma sensação de peso ou pressão até dores intensas que interferem nas atividades diárias;
  • Cólicas menstruais intensas: principalmente quando associadas a condições como endometriose e adenomiose; 
  • Dor durante ou após a relação sexual: um sintoma comum em diversas doenças ginecológicas que afetam a pelve;
  • Dor ao evacuar ou alterações intestinais: constipação, diarreia, inchaço abdominal e desconforto intestinal podem estar presentes em algumas pacientes;
  • Dor ou desconforto urinário: sensação de urgência para urinar, aumento da frequência urinária ou dor relacionada ao enchimento da bexiga;
  • Sensação de peso na pelve: algumas mulheres descrevem uma sensação constante de pressão ou desconforto na região pélvica;
  • Dor que piora em determinadas situações: como durante a menstruação, atividade física, longos períodos sentada ou durante as relações sexuais;
  • Fadiga e impacto na qualidade de vida: a dor persistente pode afetar o sono, a disposição, o humor e a produtividade;
  • Ansiedade, estresse e sofrimento emocional: conviver com dor crônica por longos períodos pode gerar impactos importantes na saúde mental. 


Como investigamos a dor pélvica crônica?


O primeiro passo é uma consulta detalhada, na qual são analisados o histórico clínico da paciente, as características da dor, sua duração, intensidade, fatores que pioram ou aliviam os sintomas e possíveis sinais associados. 



Em seguida, realizamos um exame físico completo, incluindo a avaliação do abdômen, da região pélvica, dos órgãos ginecológicos e da musculatura do assoalho pélvico.


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Para complementar a investigação, podemos solicitar exames de imagem, como ultrassonografia, ressonância magnética e, em situações específicas, tomografia computadorizada. 


Esses exames ajudam a identificar alterações estruturais que possam estar relacionadas à dor. 


Além disso, exames laboratoriais, como análises de sangue, urina e, quando necessário, fezes, podem auxiliar na pesquisa de infecções, inflamações ou outras condições associadas.


Quando os sintomas persistem e os exames iniciais não são suficientes para esclarecer a causa do problema, podemos considerar a laparoscopia.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre a videolaparoscopia ginecológica, confira!


Quais são as opções de tratamento disponíveis para mulheres que sofrem de dor pélvica crônica?


O tratamento da dor pélvica crônica depende diretamente da causa identificada durante a investigação médica. 


Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, como essa condição pode ter origem ginecológica, urinária, intestinal, musculoesquelética ou até envolver múltiplos fatores ao mesmo tempo, o tratamento costuma ser individualizado e, até mesmo, multidisciplinar.


Assim, dependendo do diagnóstico, podemos recorrer a medicamentos para controle da dor, tratamento hormonal em casos de condições como endometriose e adenomiose, além de terapias voltadas para doenças urinárias ou intestinais associadas. 


A fisioterapia do assoalho pélvico também possui um papel importante, especialmente quando há tensão muscular, dor durante as relações sexuais ou alterações na musculatura da pelve. 


Quer saber como funciona a fisioterapia pélvica? Acesse esse texto em nosso site!


Em muitos casos, recomendamos o acompanhamento psicológico, já que a dor crônica frequentemente afeta a saúde emocional e pode ser influenciada por fatores como ansiedade, estresse e sofrimento persistente.


Quando existe uma alteração estrutural identificada, como endometriose profunda, aderências pélvicas ou determinados tipos de miomas, podemos sugerir a cirurgia. 


Por isso, o tratamento mais eficaz é aquele que aborda não apenas a dor em si, mas também sua origem, permitindo uma melhora ampla da qualidade de vida.


Quando procurar uma ginecologista especialista? Por que não se deve normalizar dores pélvicas persistentes? 


É importante procurar a uroginecologista sempre que a dor pélvica persistir por semanas ou meses, interferir na rotina, causar desconforto durante as relações sexuais ou vier acompanhada de sintomas urinários, intestinais ou ginecológicos. 


Muitas mulheres acabam se acostumando com a dor e acreditam que cólicas intensas, sensação de peso na pelve ou desconfortos frequentes são normais.


Porém, na realidade, esses sintomas podem indicar condições que precisam de investigação especializada.


Além do impacto físico, dores persistentes podem afetar o sono, a disposição, a vida sexual, os relacionamentos e a saúde emocional. 


Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de realizar um tratamento direcionado e obter melhores resultados.


Se você apresenta dor pélvica frequente ou qualquer sintoma que esteja comprometendo seu bem-estar, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti, uroginecologista



Com uma avaliação completa e personalizada, ela poderá investigar a origem dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado para que você recupere o conforto no dia a dia!


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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