Tratamentos para mioma uterino: conheça as opções
Em busca de tratamento para mioma uterino?
Os miomas são tumores benignos bastante comuns entre mulheres em idade reprodutiva.
Embora muitas pacientes não apresentem sintomas, eles podem causar alterações como sangramento menstrual intenso, dor pélvica e aumento do volume abdominal.
Isso só reforça a importância do acompanhamento ginecológico para diagnóstico e definição da melhor conduta em cada caso.
Neste texto, você vai conhecer os principais tratamentos para mioma uterino e quando cada um deles pode ser indicado.
Continue lendo!
O que são os miomas uterinos e por que eles se desenvolvem?
Os miomas uterinos, também chamados de leiomiomas, são tumores benignos que se desenvolvem a partir do músculo do útero (miométrio).
Eles estão entre as alterações ginecológicas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva
De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), os miomas uterinos não são câncer e, na maioria dos casos, não evoluem para malignidade, mas podem causar sintomas dependendo do tamanho, número e localização.
O desenvolvimento dos miomas está diretamente relacionado à ação dos hormônios femininos, especialmente o estrogênio e a progesterona, que estimulam o crescimento dessas células musculares.
Por isso, é mais comum que surjam durante a fase reprodutiva e diminuam após a menopausa, quando há queda hormonal.
Além disso, fatores genéticos também desempenham um papel importante, sendo mais frequentes em mulheres com histórico familiar da condição.
Outros fatores associados incluem idade, início precoce da menstruação e características individuais do metabolismo hormonal.
Quais são os tipos de mioma uterino?
Podemos classificar os miomas uterinos de acordo com sua localização, tamanho e posição dentro do útero.
Entenda melhor abaixo:
Mioma submucoso
Esse tipo se desenvolve próximo à camada interna do útero, o endométrio, podendo modificar o formato da cavidade uterina.
Está frequentemente associado a alterações no sangramento menstrual, podendo ocorrer sangramentos fora do período habitual, além de estar relacionado a dificuldades para engravidar e maior risco de abortamento.
Mioma intramural
É o tipo mais comum e se forma na parede muscular do útero.
Na maioria das vezes, não causa sintomas, mas pode provocar aumento do fluxo menstrual e cólicas em alguns casos.
Miomas intramurais pequenos geralmente não interferem na fertilidade, porém, quando são maiores ou estão localizados próximos a regiões específicas do útero, podem impactar a gestação e a função uterina.
Mioma subseroso
Localiza-se na parte externa do útero e, em geral, não provoca sintomas iniciais.
Porém, quando cresce significativamente, pode comprimir órgãos próximos, como a bexiga ou o intestino, causando sintomas urinários ou intestinais.
Em alguns casos, pode ser percebido como um aumento do volume abdominal ou um abaulamento na região inferior do abdome.
Quais são os principais sintomas causados pelos miomas?
Os miomas uterinos são tumores benignos bastante comuns que podem causar sintomas variados, dependendo do tamanho, da quantidade e da localização dos nódulos no útero.
Assim, mulheres com miomas podem perceber os seguintes sintomas:
- Sangramento menstrual intenso (menorragia), podendo levar à anemia;
- Aumento da duração da menstruação ou ciclos menstruais irregulares;
- Dor ou pressão na região pélvica;
- Sensação de peso no baixo ventre;
- Aumento do volume abdominal, especialmente em miomas maiores;
- Dor durante a relação sexual, dependendo da localização do mioma;
- Vontade frequente de urinar, devido à compressão da bexiga;
- Constipação intestinal, quando há pressão sobre o intestino;
- Dificuldade para engravidar ou complicações na gestação, em alguns casos.
Como realizamos o diagnóstico e quais exames são utilizados para avaliar os miomas?
Começamos o diagnóstico dos miomas uterinos com uma avaliação clínica e ginecológica.
Consideramos os sintomas como sangramento menstrual intenso, dor pélvica ou sensação de pressão abdominal, embora muitas mulheres sejam assintomáticas e tenham os miomas identificados em exames de rotina.
O exame físico também pode sugerir aumento do volume uterino, mas fazemos a confirmação principalmente por exames de imagem.
A ultrassonografia pélvica, especialmente a transvaginal, é o método mais utilizado por ser acessível e seguro na identificação do número, tamanho e localização dos miomas.
Em situações em que há necessidade de uma avaliação mais detalhada, como planejamento cirúrgico ou suspeita de múltiplos miomas ou lesões complexas, podemos indicar a ressonância magnética da pelve.
O exame oferece maior precisão na caracterização dos nódulos.
Podemos recorrer a outros exames, como a histeroscopia, quando há suspeita de miomas localizados dentro da cavidade uterina.
Isso nos permite uma visualização direta e, em alguns casos, tratamento no mesmo procedimento.
Todo mioma precisa de tratamento? Quais são as abordagens disponíveis atualmente?
Nem todo mioma uterino precisa de tratamento imediato. A conduta depende de fatores como tamanho, localização, número de miomas, presença de sintomas, idade da paciente e desejo reprodutivo.
Em muitos casos, é possível apenas acompanhar a evolução. Já em outras situações, diferentes estratégias terapêuticas podem ser indicadas, sempre de forma individualizada, com foco no controle dos sintomas e na qualidade de vida.
Observação clínica (conduta expectante)
Quando os miomas são pequenos, assintomáticos e não apresentam crescimento significativo, pode-se optar apenas pelo acompanhamento periódico.
Esse seguimento é feito com consultas regulares e exames de imagem, permitindo monitorar possíveis mudanças sem necessidade de intervenção imediata.
Tratamento medicamentoso
Nos casos em que há sintomas leves a moderados, o tratamento clínico costuma ser a primeira abordagem.
Ele pode incluir o uso de terapias hormonais, que ajudam a regular o ciclo menstrual e reduzir o estímulo ao crescimento dos miomas, além de anti-inflamatórios e medicamentos específicos para controle do sangramento uterino.
Em algumas situações, também podem ser utilizados fármacos que atuam diretamente na modulação hormonal, contribuindo para a redução dos sintomas e, em certos casos, do volume dos miomas.
Procedimentos minimamente invasivos
Quando o tratamento medicamentoso não é suficiente ou quando a paciente apresenta contraindicações ao uso de hormônios, existem alternativas menos invasivas que a cirurgia tradicional.
A embolização das artérias uterinas é uma dessas opções e consiste na interrupção do fluxo sanguíneo que nutre o mioma, levando à sua redução progressiva.
Outras técnicas, como a ablação por radiofrequência e o ultrassom focalizado, promovem a destruição controlada do tecido do mioma, preservando o útero e proporcionando recuperação mais rápida.
Decisão individualizada e centrada na paciente
O tratamento dos miomas uterinos não segue uma única regra.
Cada caso deve ser avaliado de forma cuidadosa e individualizada, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também as expectativas e prioridades da paciente.
O objetivo é sempre equilibrar o controle dos sintomas, a preservação da fertilidade quando desejada e a promoção da qualidade de vida a longo prazo.
Quando a cirurgia é necessária e quais são as principais técnicas utilizadas?
Indicamos a cirurgia para miomas uterinos quando os sintomas são intensos ou não respondem ao tratamento clínico, quando há crescimento significativo dos miomas, suspeita de complicações ou impacto na fertilidade e na qualidade de vida da paciente.
Também podemos utilizar a abordagem cirúrgica em casos de sangramento uterino intenso com anemia, dor pélvica persistente, compressão de órgãos como bexiga e intestino, ou quando os miomas interferem na capacidade de engravidar ou manter uma gestação.
As principais técnicas cirúrgicas incluem a miomectomia, que consiste na retirada apenas dos miomas com preservação do útero, e a histerectomia.
Nessa opção, fazemos a remoção do útero, o que representa uma solução definitiva para os sintomas, indicada principalmente quando não há desejo reprodutivo ou quando outros tratamentos não foram eficazes.
Podemos realizar essas cirurgias por diferentes vias, incluindo a abordagem aberta, laparoscópica ou robótica.
Essas últimas são técnicas minimamente invasivas cada vez mais utilizadas por proporcionarem menor dor pós-operatória, menos sangramento e recuperação mais rápida.

Tratamentos para mioma uterino: por que o acompanhamento com a ginecologista é fundamental para definir a melhor conduta?
O acompanhamento com a ginecologista é fundamental para definir a melhor conduta diante dos miomas uterinos porque cada caso apresenta características próprias.
É preciso analisar o tamanho, localização, número de miomas, intensidade dos sintomas e impacto na qualidade de vida e na fertilidade.
A avaliação contínua permite monitorar o crescimento dos miomas, identificar precocemente qualquer alteração e ajustar o tratamento de forma segura.
Assim, evitamos intervenções desnecessárias ou atrasos em condutas mais eficazes.
O acompanhamento médico também é essencial para orientar sobre o melhor momento de intervir, especialmente em mulheres que desejam engravidar ou preservar o útero.
Dessa forma, contar com uma ginecologista experiente garante um plano de cuidado personalizado, focado não apenas no controle da doença, mas também na qualidade de vida da paciente.
Se você tem diagnóstico de mioma uterino ou apresenta sintomas relacionados ao mioma uterino, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.
Assim, poderemos fazer uma avaliação completa e definir o tratamento mais adequado para o seu caso!
Dra. Camila Poccetti Ribeiro
Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia
Conheça a formação da Dra. Camila:
- Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
- Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
- Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.
A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!



