Ressecamento vaginal: como identificar, tratar e prevenir

5 de maio de 2026

Ardência, desconforto no dia a dia ou dor durante a relação sexual não devem ser vistos como algo “normal”, e podem ser sinais de ressecamento vaginal!

Muitas vezes silencioso ou pouco comentado, esse problema pode impactar diretamente a autoestima, a saúde íntima e a qualidade de vida da mulher.


Mas como identificar os sinais? Por que ele acontece? E, principalmente, o que pode ser feito para tratar e prevenir? 


Neste artigo, vamos esclarecer essas questões para que você possa recuperar o conforto, o bem-estar e a segurança no próprio corpo!


Como funciona a lubrificação íntima feminina?


Essa umidade é produzida a partir das secreções do colo do útero, da renovação das células da parede vaginal e também da atuação de glândulas específicas, como as glândulas de Bartholin e de Skene.


A lubrificação que vem do útero e do canal vaginal é responsável por manter a região íntima hidratada no dia a dia, contribuindo para o equilíbrio e a saúde vaginal. 


Já as secreções produzidas pelas glândulas de Bartholin e de Skene têm um papel mais relacionado à resposta sexual, ajudando a preparar o corpo para a relação.


As glândulas de Bartholin estão localizadas próximas à entrada da vagina, uma de cada lado da vulva, enquanto as glândulas de Skene ficam ao redor da abertura da uretra. 


Ambas participam da produção de fluidos que facilitam o conforto durante a atividade sexual.


Os hormônios também têm grande influência nesse processo. 


O estrogênio, por exemplo, estimula a atividade dessas glândulas e mantém as células da região íntima saudáveis e ativas. 


Durante o período próximo à ovulação, ele torna o muco cervical mais fluido, favorecendo a mobilidade dos espermatozoides. 


Após a ovulação, a progesterona passa a atuar, deixando esse muco mais espesso, o que ajuda a proteger o útero contra a entrada de microrganismos.


É importante destacar que a presença de secreção vaginal é algo natural, especialmente em mulheres que não utilizam hormônios. 


Essa secreção pode variar ao longo do ciclo menstrual em quantidade, cor e consistência, mas não deve apresentar mau odor nem causar irritação. 


O que é o ressecamento vaginal? Em quais fases da vida ele pode aparecer?


O ressecamento vaginal é uma condição caracterizada pela diminuição da lubrificação natural da vagina, geralmente causada pela redução dos níveis de estrogênio, hormônio essencial para manter a saúde, elasticidade e hidratação dos tecidos vaginais. 


De acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, essa diminuição hormonal leva a um afinamento da mucosa vaginal, tornando a região mais sensível, menos elástica e mais suscetível a desconfortos como ardência, coceira e dor durante as relações sexuais.


Embora seja mais comum constatar a secura vaginal na menopausa e o climatério, quando ocorre uma queda natural do estrogênio, o ressecamento vaginal pode surgir em diferentes fases da vida. 


Ele também pode afetar mulheres no pós-parto, especialmente durante a amamentação, devido às alterações hormonais.


Além disso, mulheres mais jovens podem experimentar o ressecamento vaginal nas seguintes situações:


  • Uso de anticoncepcionais hormonais;
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Uso de certos medicamentos (como antidepressivos);
  • Em decorrência de tratamentos médicos, como quimioterapia e radioterapia.


Quais são os principais sintomas do ressecamento vaginal?


Os sintomas do ressecamento vaginal podem variar de intensidade, mas geralmente envolvem desconfortos que afetam tanto o dia a dia quanto a vida íntima da mulher.


Entre eles, destacamos:



Como é feito o diagnóstico do ressecamento vaginal? É necessário realizar exames ou apenas avaliação clínica?


O diagnóstico do ressecamento vaginal é, na maioria das vezes, clínico, ou seja, baseado principalmente na conversa com a paciente e na avaliação dos sintomas apresentados.


Durante a consulta, também realizamos o exame físico da região íntima, observando características da mucosa vaginal, como palidez, diminuição da elasticidade e menor lubrificação, que são indicativos comuns da condição.


Na maior parte dos casos, essa avaliação já é suficiente para identificar o problema e iniciar o tratamento. 


Porém, quando há dúvidas diagnósticas ou suspeita de outras condições associadas, como infecções ou alterações hormonais mais complexas, podemos solicitar exames complementares. 


Entre eles estão o exame de pH vaginal, coleta de secreção para análise laboratorial ou, em algumas situações, exames de sangue para avaliar os níveis hormonais.


Quais são as opções de tratamento para esse problema?


O tratamento do ressecamento vaginal depende diretamente da sua causa, e é importante reforçar que, na maioria das situações, essa condição tem solução.


Após a avaliação e definição do diagnóstico, é possível adotar diferentes abordagens terapêuticas. 



Entre elas estão o uso de cremes vaginais hidratantes ou com ação hormonal, comprimidos à base de estrogênio e mudança do método anticoncepcional.


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Quando necessário, também podemos recorrer a sessões de laser ginecológico e a utilização de lubrificantes durante as relações sexuais para melhorar o conforto.


No nosso blog, temos um artigo completo sobre o laser vaginal e seus benefícios, acesse para saber mais!


Além disso, precisamos considerar aspectos emocionais, já que fatores psicológicos podem influenciar o quadro. 


Nesses casos, podemos indicar o acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra, além da terapia sexual como parte do cuidado.


Assim, com a abordagem adequada, é possível controlar e tratar o problema de forma eficaz.


Como prevenir o ressecamento vaginal? Há hábitos que ajudam a manter a saúde íntima?


A prevenção do ressecamento vaginal envolve cuidados diários e atenção ao equilíbrio hormonal e à saúde íntima como um todo.


Confira abaixo nossas recomendações:


  • Manter uma boa hidratação: beber água regularmente contribui para a lubrificação natural do corpo;
  • Evitar produtos íntimos agressivos: sabonetes perfumados e duchas vaginais podem alterar o pH e causar ressecamento;
  • Ter uma alimentação equilibrada: nutrientes e gorduras saudáveis auxiliam na saúde hormonal;
  • Praticar atividade física regularmente: ajuda na circulação sanguínea e no equilíbrio hormonal;
  • Utilizar lubrificantes durante a relação sexual: especialmente em casos de desconforto;
  • Evitar o uso excessivo de absorventes internos: podem contribuir para a secura vaginal; 
  • Avaliar métodos contraceptivos: alguns podem influenciar na lubrificação e devem ser discutidos com o médico;
  • Cuidar da saúde emocional: estresse e ansiedade podem impactar a resposta sexual e a lubrificação.


Ressaltamos que cuidar da saúde íntima vai muito além de aliviar sintomas, é sobre bem-estar e autoconfiança. 


Por isso, contar com o acompanhamento de uma uroginecologista faz toda a diferença.


Somente essa especialista está preparada para avaliar de forma completa as causas do ressecamento vaginal e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.


Se você tem percebido desconfortos ou quer prevenir problemas futuros, não deixe para depois. 



Agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti e cuide da sua saúde com acolhimento e segurança!


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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