Vacina do HPV: tudo o que você precisa saber!
A vacina do HPV é uma das melhores formas de prevenir a infecção pelos principais tipos do papilomavírus humano (HPV).
Ela reduz significativamente o risco de câncer do colo do útero, além de outros cânceres e verrugas genitais relacionados ao vírus.
Quanto mais cedo a vacinação é realizada, preferencialmente antes do início da vida sexual, maior é sua eficácia.
Ainda assim, em algumas situações, adolescentes e adultas também podem se beneficiar da imunização.
Por isso, conhecer a importância da vacina e esclarecer as principais dúvidas sobre sua indicação é fundamental para a prevenção.
O que é o HPV?
O papilomavírus humano (HPV) é um grupo de vírus que reúne mais de 200 subtipos diferentes.
Alguns deles podem causar verrugas na pele e na região genital, enquanto outros estão relacionados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
Segundo a World Health Organization, a infecção pelo HPV é extremamente frequente e a maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com o vírus em algum momento da vida.
Embora muitas infecções não provoquem sintomas e sejam eliminadas naturalmente pelo organismo, algumas persistem por anos e podem levar ao aparecimento de lesões precursoras e câncer.
No nosso blog, temos um artigo explicando quando o vírus do HPV pode evoluir para câncer do colo do útero, confira!
Quais doenças a vacina do HPV ajuda a prevenir?
A vacinação protege contra os principais tipos de HPV responsáveis por doenças benignas e malignas.
Entre elas estão:
- Câncer do colo do útero;
- Câncer de vagina;
- Câncer de vulva;
- Câncer de ânus;
- Câncer de pênis;
- Alguns tipos de câncer de boca e orofaringe;
- Verrugas genitais (condilomas).
Estima-se que a maioria dos casos de câncer do colo do útero esteja relacionada à infecção persistente pelos tipos de HPV de alto risco, principalmente os tipos 16 e 18.
Como funciona a vacina do HPV?
A vacina estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra determinados tipos do HPV, preparando o organismo para combater o vírus caso ocorra exposição futura.
É importante destacar que a vacina não trata infecções já existentes nem elimina lesões causadas pelo HPV.
Seu principal objetivo é prevenir novas infecções pelos tipos incluídos na vacina.
Por isso, a vacinação apresenta maior eficácia quando realizada antes do início da vida sexual, período em que a pessoa ainda não teve contato com o vírus.
Quem deve tomar a vacina do HPV?
Podemos indicar a vacina contra o HPV para diferentes faixas etárias, conforme recomendações das autoridades de saúde e avaliação médica.
De forma geral, recomendamos a vacinação para:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos, conforme indicado pelo Programa Nacional de Imunizações;
- Adolescentes que ainda não foram vacinadas;
- Adultas jovens que não receberam a vacina anteriormente;
- Pessoas imunossuprimidas, conforme critérios específicos;
- Adultas que possam se beneficiar da vacinação após avaliação individualizada.
Quais vacinas contra o HPV estão disponíveis no Brasil?
Atualmente, as principais vacinas contra o HPV disponíveis no Brasil são a quadrivalente e a nonavalente, entenda melhor abaixo:
Vacina quadrivalente
A vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.
Os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer do colo do útero e também podem causar câncer de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.
Já os tipos 6 e 11 são responsáveis pela maior parte das verrugas genitais.
Essa é a vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os grupos contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Desde 2024, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos recebem o esquema de dose única.
Vacina nonavalente
A vacina nonavalente amplia a proteção ao incluir, além dos tipos 6, 11, 16 e 18, os tipos 31, 33, 45, 52 e 58, que também estão associados ao desenvolvimento de lesões precursoras e cânceres relacionados ao HPV.
Dessa forma, ela oferece uma cobertura mais abrangente contra os subtipos de alto risco do vírus.
No Brasil, a vacina nonavalente está disponível principalmente na rede privada e podemos indicá-la de acordo com a idade, histórico vacinal e características de cada paciente.
Quem já iniciou a vida sexual ainda pode se vacinar?
Sim. Embora a vacina seja mais eficaz antes da exposição ao vírus, pessoas que já iniciaram a vida sexual ainda podem obter benefícios.
Isso acontece porque dificilmente uma pessoa teve contato com todos os tipos de HPV contemplados pela vacina.
Dessa forma, a imunização continua oferecendo proteção contra os subtipos aos quais o organismo ainda não foi exposto.
A indicação, contudo, deve ser avaliada individualmente durante a consulta médica.
A vacina substitui o exame preventivo?
Não. Mesmo após a vacinação, a mulher deve continuar realizando o exame preventivo do colo do útero (Papanicolau) conforme a recomendação da ginecologista.
Isso porque a vacina protege contra os principais tipos de HPV relacionados ao câncer, mas não contra todos os subtipos do vírus capazes de provocar alterações cervicais.
Além disso, o rastreamento permite identificar precocemente lesões que podem ser tratadas antes da evolução para o câncer.

A vacina do HPV é segura?
Sim. A vacina contra o HPV é considerada segura por importantes organizações internacionais de saúde.
Segundo a World Health Organization, milhões de doses já foram aplicadas em diversos países, demonstrando excelente perfil de segurança e importante redução das infecções pelos tipos de HPV contemplados na vacina.
Os efeitos adversos mais comuns costumam ser leves e temporários, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre baixa e mal-estar em alguns casos.
Como prevenir o HPV além da vacina?
A vacinação é uma das estratégias mais importantes de prevenção, mas deve ser associada a outros cuidados.
Entre eles, destacamos:
Utilizar preservativos em todas as relações sexuais
O uso da camisinha feminina ou masculina reduz o risco de transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Porém, como o vírus também pode ser transmitido pelo contato com áreas da pele e mucosas não cobertas pelo preservativo, essa proteção não é total.
Manter o exame preventivo (Papanicolau) em dia
Mesmo mulheres vacinadas devem realizar o rastreamento do câncer do colo do útero conforme a recomendação médica.
O exame permite identificar alterações nas células do colo uterino antes que evoluam para lesões mais graves ou câncer.
Realizar consultas ginecológicas periódicas
O acompanhamento regular possibilita avaliar a saúde íntima da mulher, investigar sintomas suspeitos, acompanhar possíveis alterações e orientar sobre as melhores estratégias de prevenção para cada fase da vida.
Investigar e tratar lesões quando necessário
Devemos acompanhar e tratar alterações identificadas no Papanicolau, na colposcopia ou em outros, reduzindo o risco de progressão para lesões de maior gravidade.
Adotar hábitos que favoreçam a saúde do sistema imunológico
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, dormir bem, controlar o estresse e evitar o tabagismo são medidas que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico.
Todas essas atitudes favorecem a eliminação natural do HPV pelo organismo em muitos casos.
Dra. Camila Poccetti: prevenção e cuidado integral com a saúde da mulher
A Dra. Camila Poccetti é ginecologista, obstetra e uroginecologista, com formação pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também realizou sua residência médica e especialização.
Durante as consultas, ela realiza orientação individualizada sobre prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, vacinação contra o HPV, rastreamento do câncer do colo do útero e acompanhamento ginecológico em todas as fases da vida da mulher.
Seu atendimento é pautado em uma abordagem humanizada, baseada em evidências científicas e focada na promoção da saúde feminina.
Isso possibilita que cada paciente receba orientações personalizadas de acordo com sua idade, histórico de saúde e fatores de risco.
Se você tem dúvidas sobre a vacina do HPV, deseja atualizar sua imunização ou realizar seu acompanhamento ginecológico preventivo, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.
Receba uma avaliação especializada para cuidar da sua saúde com segurança e tranquilidade.
FAQ – Vacina do HPV
O que é a vacina do HPV e para que ela serve?
A vacina do HPV protege contra os principais tipos do papilomavírus humano associados ao câncer do colo do útero, além de outros cânceres relacionados ao vírus e às verrugas genitais.
É uma das principais estratégias de prevenção contra a infecção pelo HPV.
Quem deve tomar a vacina do HPV?
A vacina do HPV é recomendada principalmente para meninas e meninos na faixa etária indicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em alguns casos, adolescentes e adultos que ainda não foram vacinados também podem se beneficiar da imunização após avaliação médica.
Quem já iniciou a vida sexual pode tomar a vacina do HPV?
Sim. Mesmo após o início da vida sexual, a vacina pode oferecer proteção contra tipos de HPV aos quais a pessoa ainda não foi exposta.
A indicação deve ser avaliada individualmente pela ginecologista.
A vacina do HPV substitui o exame preventivo (Papanicolau)?
Não. Mulheres vacinadas devem continuar realizando o exame preventivo do colo do útero conforme a orientação médica.
Isso porque a vacina não protege contra todos os tipos de HPV capazes de causar alterações cervicais.
A vacina do HPV é segura?
Sim. A vacina do HPV é considerada segura e eficaz por importantes organizações de saúde.
Os efeitos colaterais costumam ser leves e temporários, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação.
Quais vacinas contra o HPV estão disponíveis no Brasil?
Atualmente, estão disponíveis a vacina quadrivalente, oferecida pelo SUS para os grupos contemplados pelo PNI, e a vacina nonavalente, disponível principalmente na rede privada.
Essa oferece proteção contra um número maior de tipos de HPV.
Como prevenir o HPV além da vacina?
Além da vacinação, a prevenção inclui o uso de preservativos, a realização periódica do exame Papanicolau, consultas ginecológicas regulares, investigação e tratamento de lesões quando necessário.
Além disso, é importante a adoção de hábitos saudáveis que contribuam para o bom funcionamento do sistema imunológico.
Dra. Camila Poccetti Ribeiro
Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia
Conheça a formação da Dra. Camila:
- Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
- Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
- Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.
A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!



