Pólipo endometrial: quando a cirurgia é necessária?

18 de agosto de 2026

O pólipo endometrial é uma alteração benigna que se desenvolve no revestimento interno do útero e, em muitos casos, pode não causar sintomas. 

Ele costuma ser identificado em exames de rotina ou durante a investigação de sintomas ginecológicos. 


Embora a maioria seja benigna, alguns casos exigem maior atenção, especialmente em mulheres após a menopausa ou quando existem fatores de risco para alterações do endométrio. 


Entender quando o tratamento cirúrgico é necessário ajuda a reduzir dúvidas e permite que a paciente tome decisões mais seguras sobre sua própria saúde.


O que é o pólipo endometrial e por que ele se forma?


O pólipo endometrial é um crescimento localizado do endométrio, tecido que reveste internamente o útero. 


Ele pode apresentar tamanho variável, ser único ou múltiplo e permanecer preso ao endométrio por uma base larga ou por um pedículo fino.


Embora sua causa não seja completamente conhecida, acredita-se que o desenvolvimento dos pólipos esteja relacionado à ação do estrogênio sobre o endométrio. 


Alguns fatores também aumentam a probabilidade de seu aparecimento, como idade entre 40 e 60 anos, obesidade, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno e alterações hormonais.


Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, os pólipos endometriais estão entre as causas mais frequentes de sangramento uterino anormal.


Assim, precisamos investigá-los de acordo com as características clínicas de cada paciente.


Quais sintomas o pólipo endometrial pode causar?


Nem todos os pólipos provocam sintomas. Muitos são descobertos durante exames ginecológicos de rotina. 


Entretanto, quando apresentam manifestações clínicas, o sangramento uterino anormal costuma ser o principal sinal.


Os sintomas mais comuns incluem:


  • Sangramento menstrual intenso;
  • Menstruações prolongadas;
  • Sangramento entre os ciclos menstruais;
  • Sangramento após a menopausa;
  • Pequenos sangramentos após as relações sexuais;
  • Dificuldade para engravidar ou falhas de implantação em alguns casos.


É importante destacar que esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças ginecológicas. 


Por isso, uma investigação adequada é essencial para identificar sua causa.


Como realizamos o diagnóstico do pólipo endometrial?


O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, na qual investigamos os sintomas, o histórico menstrual, a idade da paciente e possíveis fatores de risco.


Durante a investigação, costumamos solicitar a ultrassonografia transvaginal, pois ela nos permite identificar alterações sugestivas de pólipos. 


Em algumas situações, principalmente quando há dúvidas diagnósticas, podemos complementar a avaliação com histeroscopia diagnóstica.


A histeroscopia é considerada um dos métodos mais precisos para avaliar a cavidade uterina.


Dessa forma, conseguimos visualizar diretamente o interior do útero e identificar pólipos, miomas submucosos e outras alterações do endométrio. 


Além disso, ela também possibilita a retirada da lesão durante o mesmo procedimento.


Todo pólipo endometrial precisa ser removido?


Não, nem todos os pólipos necessitam de cirurgia imediata.


Pólipos pequenos, assintomáticos e sem características suspeitas podem, em algumas situações, apenas ser acompanhados periodicamente, principalmente em mulheres antes da menopausa.


Entretanto, existem circunstâncias em que recomendamos retirá-lo para aliviar sintomas, confirmar o diagnóstico por meio da análise anatomopatológica ou reduzir riscos relacionados ao endométrio.


A decisão depende da idade da paciente, da presença de sintomas, do tamanho do pólipo, do desejo reprodutivo e dos achados dos exames.


Quando a cirurgia para pólipo endometrial é necessária?


Podemos indicar a remoção cirúrgica quando existe maior probabilidade de a lesão estar relacionada aos sintomas ou quando há necessidade de excluir alterações pré-malignas ou malignas.


As principais situações incluem:


  • Sangramento uterino anormal persistente;
  • Sangramento após a menopausa;
  • Pólipos maiores ou com crescimento progressivo;
  • Suspeita de alterações no endométrio pelos exames de imagem;
  • Infertilidade ou falhas repetidas de implantação embrionária;
  • Uso de tamoxifeno;
  • Presença de fatores de risco para câncer de endométrio.


Nesse caso, consideramos a histeroscopia o método de escolha para diagnóstico e remoção dos pólipos endometriais, por permitir tratamento direcionado e minimamente invasivo.


Como realizamos a cirurgia para retirada do pólipo?


O tratamento cirúrgico é realizado, na maioria das vezes, por meio da histeroscopia cirúrgica.


Nesse procedimento, introduzimos um aparelho fino com câmera pela vagina e pelo colo do útero, sem necessidade de cortes no abdômen. 


A visualização direta da cavidade uterina permite localizar o pólipo com precisão e removê-lo utilizando instrumentos delicados introduzidos pelo próprio histeroscópio.


Essa técnica é considerada minimamente invasiva e oferece diversas vantagens, como menor trauma aos tecidos, recuperação mais rápida, menor desconforto pós-operatório e retorno precoce às atividades habituais.


Após a retirada, encaminhamos o pólipo para análise anatomopatológica.


Esse exame é crucial para confirmar sua natureza benigna e afastar alterações mais importantes.


O pólipo endometrial pode causar infertilidade?


Em alguns casos, sim. 


Dependendo do tamanho e da localização, o pólipo pode interferir na implantação do embrião e reduzir as chances de gravidez espontânea ou de sucesso em tratamentos de reprodução assistida.


Por isso, durante a investigação da infertilidade, é comum avaliarmos cuidadosamente a cavidade uterina para identificar alterações que possam comprometer a fertilidade.



Quando indicado, a retirada do pólipo pode contribuir para melhorar o ambiente uterino e favorecer a implantação embrionária.


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O pólipo pode voltar após a cirurgia?


A retirada completa do pólipo endometrial costuma resolver a alteração existente.


Na maioria dos casos, o procedimento proporciona melhora dos sintomas, como o sangramento uterino anormal, além de favorecer a fertilidade quando a lesão interferia na implantação do embrião. 


Entretanto, a cirurgia remove o pólipo presente naquele momento, mas não impede que novos pólipos se desenvolvam futuramente.


A recorrência pode ocorrer principalmente em mulheres que apresentam fatores predisponentes, como alterações hormonais, obesidade, uso de medicamentos como o tamoxifeno, hipertensão arterial ou que já tiveram pólipos anteriormente. 


Embora a maioria dos pólipos seja benigna, cada novo caso deve ser avaliado individualmente para confirmar o diagnóstico e definir a necessidade de tratamento.


Por esse motivo, o acompanhamento ginecológico periódico continua sendo importante, especialmente para mulheres com histórico de pólipos endometriais ou fatores de risco associados. 


Dra. Camila Poccetti: experiência no diagnóstico e tratamento de pólipo endometrial


A Dra. Camila Poccetti é ginecologista, obstetra e uroginecologista, com formação pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também realizou sua residência médica em Ginecologia e Obstetrícia e sua especialização em Uroginecologia.


Durante a consulta, realiza uma avaliação completa e individualizada para investigar alterações uterinas, sangramentos anormais, pólipos endometriais e outras condições ginecológicas que podem afetar a saúde e a qualidade de vida da mulher. 


Quando necessário, orienta a realização dos exames mais adequados e indica o tratamento mais seguro para cada caso.


Se você apresenta sangramento uterino anormal, recebeu o diagnóstico de pólipo endometrial ou deseja uma avaliação especializada, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.


Cuide da sua saúde com segurança, acolhimento e acompanhamento baseado nas melhores evidências científicas.


FAQ – Pólipo endometrial


  • O que é um pólipo endometrial?

    O pólipo endometrial é um crescimento benigno do tecido que reveste o interior do útero (endométrio). 

    Embora a maioria dos casos não represente câncer, alguns pólipos podem causar sintomas e necessitar de investigação ou tratamento.


  • Quais são os sintomas do pólipo endometrial?

    Os sintomas mais comuns incluem sangramento menstrual intenso, menstruações prolongadas, sangramento entre os ciclos, sangramento após a menopausa e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. 

    Contudo, muitas mulheres podem não apresentar sintomas.


  • Todo pólipo endometrial precisa de cirurgia?

    Não. Pólipos pequenos, sem sintomas e sem características suspeitas podem apenas ser acompanhados. 

    A necessidade de cirurgia depende da idade da paciente, dos sintomas, do tamanho do pólipo, dos exames e do risco de alterações no endométrio.


  • Quando a cirurgia para pólipo endometrial é indicada?

    Indicamos a cirurgia quando o pólipo provoca sangramento uterino anormal, está associado à infertilidade, apresenta crescimento ou características suspeitas, ocorre após a menopausa ou existe maior risco de câncer de endométrio.


  • Como realizamos a cirurgia para retirar um pólipo endometrial?

    Na maioria dos casos, a retirada é realizada por histeroscopia cirúrgica.

    Esse é um procedimento minimamente invasivo que permite visualizar o interior do útero e remover o pólipo sem necessidade de cortes no abdômen.


  • O pólipo endometrial pode causar infertilidade?

    Sim. Dependendo do tamanho e da localização, o pólipo pode dificultar a implantação do embrião e reduzir as chances de gravidez espontânea ou de sucesso em tratamentos de reprodução assistida.


  • O pólipo endometrial pode voltar após a cirurgia?

    Pode. A cirurgia remove o pólipo existente, mas não impede o surgimento de novos pólipos ao longo da vida. 

    Por isso, o acompanhamento ginecológico periódico é importante, especialmente para mulheres com fatores de risco ou histórico da doença.


Dra. Camila Poccetti Ribeiro

Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia

 

Conheça a formação da Dra. Camila:

  • Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
  • Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.

 

A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!

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