Câncer de ovário: diagnóstico precoce pode fazer a diferença!
O câncer de ovário é uma doença que muitas vezes apresenta sintomas discretos e inespecíficos.
Isso pode dificultar sua identificação nas fases iniciais.
Contudo, reconhecer os sinais de alerta e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes pode fazer toda a diferença para melhores resultados no tratamento.
Embora seja menos frequente do que outros cânceres ginecológicos, o câncer de ovário merece atenção especial porque costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados.
Por isso, conhecer os fatores de risco, os sintomas e a importância do acompanhamento ginecológico regular é fundamental para a saúde da mulher.
O que é o câncer de ovário?
O câncer de ovário ocorre quando células dos ovários passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores que podem permanecer restritos ao órgão ou se disseminar para outras regiões do organismo.
Embora seja menos frequente do que outros tipos de câncer ginecológico, a doença merece atenção especial porque seus sintomas costumam ser discretos e inespecíficos nas fases iniciais.
O câncer de ovário pode ser classificado em diferentes tipos, de acordo com a célula de origem:
- Tumores epiteliais: são os mais comuns e representam cerca de 90% dos casos. Desenvolvem-se a partir das células que revestem a superfície externa dos ovários;
- Tumores de células germinativas: surgem nas células responsáveis pela formação dos óvulos e costumam ser mais frequentes em mulheres jovens;
- Tumores do estroma ovariano: têm origem nas células que produzem hormônios femininos, como estrogênio e progesterona, sendo menos comuns;
- Tumores de baixo potencial de malignidade (borderline): apresentam comportamento diferente dos tumores invasivos e geralmente possuem prognóstico mais favorável.
Essa é uma doença que pode acometer mulheres de diferentes idades, mas é mais frequentemente diagnosticada após a menopausa.
Segundo a American Cancer Society, o câncer de ovário está entre os cânceres ginecológicos que mais exigem atenção ao diagnóstico precoce devido à dificuldade de identificação dos sintomas em seus estágios iniciais.
Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
Quando identificamos precocemente, o câncer de ovário apresenta maiores chances de tratamento e melhores resultados a longo prazo.
O desafio é que, nas fases iniciais, a doença frequentemente não provoca sintomas específicos ou pode causar manifestações facilmente confundidas com alterações gastrointestinais, urinárias ou hormonais.
Por isso, a atenção aos sinais persistentes e o acompanhamento ginecológico regular são fundamentais para uma investigação adequada quando necessário.
Quais são os sintomas do câncer de ovário?
Os sintomas do câncer de ovário costumam ser vagos e podem se desenvolver gradualmente.
Muitas mulheres relatam desconfortos que inicialmente parecem comuns, mas que passam a ocorrer com frequência crescente.
Entre os principais sinais, destacamos:
- Inchaço abdominal persistente;
- Sensação de estufamento;
- Dor ou desconforto pélvico;
- Dor abdominal frequente;
- Sensação de saciedade precoce;
- Alterações do hábito intestinal;
- Necessidade frequente de urinar;
- Aumento do volume abdominal;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Cansaço persistente.
É importante destacar que a presença desses sintomas não significa necessariamente câncer de ovário.
Entretanto, quando eles persistem por semanas ou se tornam mais frequentes, merecem avaliação médica.
Quem tem maior risco de desenvolver câncer de ovário?
Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
Entre eles estão:
- Idade avançada, especialmente após a menopausa;
- Histórico familiar de câncer de ovário;
- Histórico familiar de câncer de mama;
- Presença de mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2;
- Algumas síndromes hereditárias;
- Nunca ter engravidado;
Lembramos que ter fatores de risco não significa que a mulher desenvolverá a doença, mas pode justificar um acompanhamento mais próximo e individualizado.
Existe exame de rastreamento para câncer de ovário?
Diferentemente do câncer do colo do útero, atualmente não existe um exame de rastreamento considerado eficaz para toda a população feminina assintomática.
De acordo com a American College of Obstetricians and Gynecologists, exames como ultrassonografia transvaginal e marcador tumoral CA-125 não são recomendados como rastreamento populacional de rotina em mulheres sem sintomas e sem alto risco genético.
Por isso, a avaliação clínica continua sendo uma ferramenta essencial para identificar sinais que justifiquem investigação adicional.
Como realizamos o diagnóstico do câncer de ovário?
O diagnóstico geralmente começa a partir da investigação de sintomas, alterações encontradas durante o exame ginecológico ou achados em exames de imagem.
Durante a consulta, avaliamos cuidadosamente o histórico clínico da paciente, fatores de risco pessoais e familiares e a presença de sintomas persistentes.
Quando existe suspeita, podemos solicitar exames como ultrassonografia transvaginal, tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames laboratoriais específicos.

Isso inclui marcadores tumorais em situações selecionadas.
O conjunto dessas informações ajuda a definir a necessidade de investigação complementar e encaminhamento para tratamento especializado.
O câncer de ovário tem tratamento?
Sim, o câncer de ovário tem tratamento, e definimos a estratégia terapêutica de forma individualizada.
Levamos em consideração fatores como o tipo de tumor, o estágio da doença, a idade da paciente, seu estado geral de saúde e, em alguns casos, características genéticas específicas do câncer.
Os avanços no tratamento do câncer de ovário têm permitido abordagens cada vez mais personalizadas, combinando diferentes terapias para aumentar a eficácia do tratamento e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Assim, entre as principais opções de tratamento incluem:
Cirurgia
Geralmente é uma das etapas mais importantes do tratamento.
O objetivo é remover o tumor e, quando necessário, outras áreas acometidas pela doença.
A extensão da cirurgia depende do estágio e da disseminação do câncer.
Quimioterapia
Utilizamos medicamentos que atuam na destruição das células cancerígenas.
Podemos indicar após a cirurgia para reduzir o risco de recorrência ou, em alguns casos, antes do procedimento cirúrgico para diminuir o tamanho do tumor.
Terapias-alvo
São tratamentos mais modernos que atuam em mecanismos específicos das células tumorais.
Podemos recomendar principalmente em pacientes com determinadas alterações genéticas, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
Manutenção oncológica
Em algumas situações, medicamentos específicos podem ser utilizados após o tratamento inicial para reduzir o risco de retorno da doença e prolongar o controle do câncer.
Acompanhamento multidisciplinar
Ressaltamos que o tratamento frequentemente envolve uma equipe composta por ginecologistas, oncologistas clínicos, radiologistas, geneticistas, nutricionistas e outros profissionais.
Dessa forma, garantimos um cuidado mais completo e individualizado.
Diagnóstico precoce do câncer de ovário: conte com a Dra. Camila Poccetti
A Dra. Camila Poccetti é ginecologista, obstetra e uroginecologista, com formação pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Combinando conhecimento técnico, atualização constante e um olhar atento às necessidades de cada paciente, a Dra. Camila realiza acompanhamento ginecológico preventivo.
Seu objetivo é oferecer um cuidado acolhedor e baseado em evidências científicas.
Se você apresenta sintomas persistentes, possui fatores de risco ou deseja realizar seu acompanhamento ginecológico de forma regular, agende uma consulta com a Dra. Camila Poccetti.
Cuide da sua saúde com atenção especializada!
Dra. Camila Poccetti Ribeiro
Médica ginecologista e obstetra especialista em Uroginecologia
Conheça a formação da Dra. Camila:
- Graduação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp);
- Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM;
- Especialização em Uroginecologia pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) – EPM.
A Dra. Camila Poccetti atende em seu consultório em São Paulo, no bairro Itaim Bibi, e oferece uma consulta completa, individualizada e humanizada para mulheres nas mais diversas fases de suas vidas!



